Terminadas as semanas de moda é hora de listar o que mais atraiu minha atenção e me despertou desejo. Aí começa a dificuldade. rsrs
Verão, além de não ser minha estação preferida, vestir-se bem e estar na moda com o calor escaldante que faz na maior parte do país fica um pouco complicado. Na maior parte do tempo acabamos privilegiando o conforto.
Andar na moda, com criatividade e dentro das tendências, com um calor infernal e muitas vezes com a umidade alta é tarefa difícil!
Nessa temporada paulistana, uma grande parte dos desfiles nem parecia de roupa para verão. Peças muito estruturadas, com materiais diferentes, é verdade, mas aparentemente quentes.
Eu sei que desfile é conceitual e blá, blá, blá, mas precisa ser TÃO conceitual assim?
Roupas bonitas, mas essencialmente roupa para passarela.
Sei...desfile é conceitual. Aff! Depois, quando as coleções chegam às lojas é tanta adaptação que parece outra completamente diferente.
Entretanto, dentro dessa linha conceitual não posso deixar de destacar o trabalho primoroso do estilista Pedro Lourenço, cujo DNA grita moda afinal é filho da Glória Coelho e do Reinaldo Lourenço, que apresentou uma coleção pequena, mas primorosa. Cheia de recortes surpresa e elaborada com materiais super top. Para vocês terem uma idéia, o tweed foi feito à partir de técnicas de tapeçaria típicas do Nordeste, mas produzido na França na mesma fábrica da Chanel. Já o tecido que parecia couro, na verdade é um emborrachado de látex extraído das seringueiras da Amazônia.
E nos desfiles em geral teve também muito branco. Uma brancura imensa. rsrs Tudo bem que branco é lindo no verão, mas é uma cor pouco prática para o dia a dia. E colorido no verão é a cara do Brasil. Enquanto as semanas de moda européias e americana desfilaram muita cor para o verão deles, aqui ela apareceu pontualmente.
O que mais gostei...
No Rio: gostei bastante dos desfiles do Rio, milagre, que nessa temporada comprovou sua vocação para a moda verão. Teve muita cor, mistura de texturas, recortes e assimetria. Tecidos fluídos e esvoaçantes como seda, que deixam a mulher muito feminina.
No SPFW:
- Calças amplas sejam elas mais curtas e afuniladas na barra ou na versão pantalonas.
Esse tipo de calça é a cara do verão. Só temos que tomar cuidado com as proporções e com as cores, pois em geral as brasileiras não são muito altas. Procure pantalonas um pouco menos amplas e com corte mais reto. Quanto às calças curtas, cores mais claras que não contrastem muito com o pedaço da perna que fica exposto ajudam a alongar.
- O brilho apareceu pontualmente, mas não tem jeito, ele anda fazendo minha cabeça e atraindo meu olhar. Surgiu na forma de bordados, tecidos paetizados ou brilhantes como cetins e lamês. A Animale trouxe os que mais gostei.
- Transparências de muito bom gosto, sem apelação sexy e que dão uma leveza muito apropriada para o verão.
- Listras da forma mais usual e também de uma maneira que achei muito interessante: feitas a partir de intervenções nos tecidos como pregas, nervuras, aplicações de faixas ou vivos de cores contrastantes. Nada parecidas com a onda navy que, thanks God, já cansou e passou.
- Texturas (aplicações, bordados e intervenções no fio do tecido) que deixam a roupa mais interessante e com mais informação. Opção muito boa para o verão, onde os looks perdem um pouco da graça, já que não conseguimos usar muitas peças ao mesmo tempo.
- Uma olhadinha no trabalho do Pedro Lourenço.
Bem meninas, esse foi um apanhado do que mais gostei.
Mas aposto que o que encontraremos nas lojas por aí será, com certeza, uma seleção “inspirada” no que mais venderam no verão europeu e americano fast shops como Forever21, Top Shop, H&M, Zara e com sorte até uma Uniclo!
Beijos carinhosos,
Maria Ester Reis.






